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Abrindo a mente para internacionalização de marketplace

Em 2014 fiz minha primeira missão empresarial internacional para o Vale do Silício com o apoio do Sebrae, que selecionou minha startup como uma das top 15 do Rio de Janeiro para o programa Sebrae TechCrunch.  Durante essa missão eu e meu sócio tivemos a oportunidade de conhecer melhor o ecossistema empreendedor de São Francisco, visitando diversas startups de sucesso como Google e Facebook, Twitter, aceleradoras de renome, incubadoras e participando do maior evento de tecnologia mundial, o TechCrunch, onde fizemos o lançamento oficial da nossa primeira solução para marketplaces e a validação da nossa ideia em escala mundial.

Em 2015 repetimos a dose dos EUA e fomos também conhecer o ecossistema de Londres, UK através de um convite do Consulado Britânico e UKTI, e uma premiação que recebi da Shell Livewire, um programa social de empreendedorismo da Shell.  Lá tivemos a oportunidade de conhecer outros tipos de incubadoras, aceleradoras, co-workings e participar da London Tech Week, o maior evento de tecnologia da região. Também tivemos acesso a uma ampla pesquisa de mercado sobre nosso setor, disponibilizada por uma consultoria reconhecidamente capacitada.

Já no final de 2017 fomos premiados pelo programa StartOut Brasil para participar de uma missão internacional a Paris, França.  E lá além de visita ao ecossistema conseguimos realizar diversas reuniões com fornecedores e parceiros e ter acesso a informações sobre o segmento de marketplaces na Europa.

Toda essa experiência em nível internacional me trouxe alguns aprendizados que acho muito relevante compartilhar:

  1. O brasileiro precisa abrir a mente sobre como tem capacidade de alcançar novos voos.  Enquanto americanos, chineses e indianos criam uma empresa já pensando em atingir o mundo, aqui nos preocupamos em atingir um determinado bairro, Estado e raramente o país.  Eu sempre brinco que na nossa empresa temos a síndrome do Pink e o cérebro, queremos dominar o mundo! Nosso objetivo é revolucionar o mundo do e-commerce, um marketplace por vez.
  2. Em Londres o hábito de networking é extremamente forte.  Eles ajudam o ecossistema a crescer. Se não conseguem te ajudar, ou te passar uma informação eles sempre te indicam o melhor caminho a seguir.  
  3. Falhar é importante.  Nos EUA a cultura de falhar para alcançar melhores resultados é nativa em todos.  Eles levam em consideração que a pessoa que teve uma empresa que falhou terá aprendido e fará melhor na próxima empresa.  No Brasil a maior parte das pessoas tem vergonha em falhar, e você acaba sendo mal visto por isso.
  4. Nosso governo tem vários programas de apoio à internacionalização por meio do Sebrae, Apex, Anprotec, e outros.  Basta acompanhar informações para ter acesso. Como os programas são sem fins lucrativos, eles subsidiam todo o calendário, consultorias, visitas e outros, e na maior parte você apenas gasta com passagem e hospedagem.  Alguns deles inclusive realizam premiações para as melhores empresas ofertando a passagem. Em uma das nossas viagens eu recebi integralmente as passagens, e na outra a viagem inteira foi subsidiada para mim e para meu sócio.
  5. O  mercado de e-commerce na França é super maduro.  O hábito de consumo pela internet é amplo e vale a pena estudar os cases de marketplace por lá.  As maiores vendas de produtos pela internet são realizadas em marketplaces.
  6. Nos países mais desenvolvidos os empreendedores têm o hábito de compartilhar experiências.  Até mesmo concorrentes se reúnem para discutir sobre o mercado. Aqui no Brasil ainda estamos engatinhando um pouco nesse caminho.  Os brasileiros ainda preferem deter a informação na ilusão de que isso dá algum diferencial. Vide no dia a dia dos funcionários que a maioria gosta de reter a informação na esperança de se tornar extremamente necessário para a empresa.

O Brasil hoje tem alguns produtos reconhecidos mundialmente, tais como cachaça, café, grãos, dentre outros.  Muitos desses produtos já estão sendo exportados em lote B2B (business to business – de empresa para empresa), contudo temos pouca operação de exportação B2C(business to consumer – de empresa para consumidor) acontecendo.  Grande parte da nossa população realiza importação de produtos de marketplaces externos, tais como Alibaba e e-bay. Em grande parte isso se dá pelo baixo custo relacionado a esses produtos, como por exemplo no segmento de eletrônicos.  Contudo, existem alguns segmentos onde temos produtos exclusivos e que podem ser trabalhados de forma internacional. Basta que o gestor do marketplace estude informações sobre o seu portfólio, seu público alvo e como a operação pode ser realizada.

O e-commerce permite um fácil acesso à globalização, contudo diversos marketplaces de nicho não estão aproveitando essa oportunidade.  Para facilitar o seu planejamento, criei um e-book com informações que vão te ajudar a se estruturar e abrir a sua mente com a possibilidade de internacionalização.  Para fazer download do e-book acesse http://ebook.n2nvirtual.com.br/internacionalizar-marketplace.

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